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Natural que essa evolução acontecera em todas as áreas do conhecimento humano. Antes dos Economistas se apoderarem de suas fatias no mercado de trabalho, suas atribuições eram exercidas pelos bacharéis em Direito, que, juntamente, com os Engenheiros e Médicos, dividiam as preferências dos candidatos para os Cursos Superiores no País. Os limites de opções, nos cursos superiores, ensejavam o exercício de atividades leigas, através dos imprescindíveis Rábulas, no Direito, dos Práticos em farmácia, na Medicina, e dos Mestres de Obras, na Engenharia. E demos graças a Deus, pois, os profissionais com diplomas somente surgiram recentemente, com a expansão das universidades. Dado o premente sentido humano de suas atividades, de todos esses leigos, os que gozaram de maior prestígio social, e até mesmo político, foram os farmacêuticos, na sua maioria, práticos, pela ausência até de Faculdades com essa especialização.
Nos Cariris Velhos, os farmacêuticos dominaram a prática da medicina, e até outros curiosos, como os “drs” Abel e Língua de Aço, foram bem sucedidos, na profissão e na política, à falta de titulares.
Exemplos, dentre muitos, que poderão ter seus perfís levantados por pesquisas acadêmicas: José Farias, em Sumé, exerceu com dignidade e competência sua prática farmacêutica, de tal forma que foi eleito Prefeito da cidade, várias vezes, depois de sua emancipação político-administrativa, tornando-se um líder político respeitado. Honrou, sem dúvida, o legado deixado pelo fundador de Sumé, Adolfo Mayer, egresso da Europa. Fixou-se ali e constituiu prole, de prestígio e respeito na área.
Hoje, depois de 60 anos, Adolfo Mayer e José Farias veem sendo seguidos, nos seus excepcionais exemplos de cidadãos e líderes comunitários, pelo atual farmacêutico de Sumé, Deocrécio Soares de Oliveira, descendente de família tradicional dali, com atuação na vida política e social daquela importante cidade dos Cariris Velhos da Paraíba.
Se olharmos para Monteiro, ocorreu o mesmo: o farmacêutico, este diplomado em Recife, Alcindo Menezes, serviu, como poucos, àquela gente, prestando relevantes serviços à saúde, tendo sido eleito duas vezes Prefeito daquela importante cidade. Hoje, é seu filho Jorge Menezes que mantém a tradição desses serviços relevantes prestados à comunidade monteirense, seguindo o exemplo do seu ilustre pai.
Se porventura nos debruçarmos sobre outras comunidades caririseiras da Paraíba, encontraremos perfis de cidadãos generosos que, mesmo com as transformações operadas na área farmacêutica, prestaram e prestam ainda os melhores serviços à saúde da Paraíba.
Que a Universidade de Sumé promova tais estudos e divulgue a obra pioneira desses benfeitores, em favor da região! Seja o primeiro a comentar este artigo. |