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Dizem os mais entendidos, que o capacete é uma faca de dois gumes: tanto protege como mata. Em muitos casos protege das pancadas nos costumeiros acidentes ou serve como disseminador das doenças respiratórias aos usuários dos serviços de mototaxi. Segundo alguns infectologistas, os vírus de doenças como tuberculose, meningite e influenza nas diversas modalidades podem permanecer vivos de 30 minutos até 48 horas nesses protetores de cabeça, causando a transmissão imediata, a partir do contato da mucosa do nariz e dos olhos no momento em que são utilizados por várias pessoas e sem a devida higienização.
Além disto, o capacete é amplamente utilizado como máscara para esconder a cara dos bandidos em assaltos, assassinatos e outros delitos. O capacete é um instrumento que faz o motoqueiro se confiar para ficar atrevido, imprudente e sem identificação. O motoqueiro – não confundir com o motociclista – tem um comportamento de Hades, o senhor das Trevas, segundo a mitologia grega, era chamado de “O invisível”, porque quando vinha à superfície tinha o rosto escondido no elmo, capacete medieval, para que ele não pudesse ser visto por nenhum mortal.
Contrariando o que diz o Código Nacional de Trânsito, eu defendo a idéia desse elmo contemporâneo vir a ter o seu uso proibido. A medida, a princípio, nos parece inusitada e até absurda. Entretanto, consideremos o fato do motoqueiro vir a ter a consciência de pilotar com mais cuidado, levando em conta a condição de não se sentir tão seguro, mais vulnerável e poder pagar com a própria vida em caso de imprudência e inobservância das regras do trânsito, com certeza os acidentes diminuirão. Por outro lado, diminuir ou erradicar essa prática contumaz de assaltos e assassinatos, porque, dificilmente, alguém faria esse tipo de contravenção mostrando a cara. No caso de policiais motorizados e pela necessidade do risco em que vivem, poderiam utilizar o capacete shark, um tipo mais moderno que protege a cabeça e deixa o rosto à mostra através de uma lente de fibra de carbono.
O desordenamento no motociclismo é o grande causador da violência do trânsito. Os motoqueiros trafegam numa velocidade que transcende em muito a dos automóveis. Eles não obedecem nenhuma regra, nenhum semáforo, nenhuma faixa de pedestre e cada um faz de forma diferente a sua maneira de pilotar, tudo é imprevisível e não existe entre eles nenhuma racionalidade. A grande maioria não conhece sequer, a regra mais elementar em segurança de trânsito que é a ultrapassagem pelo lado esquerdo. E a culpa é da autoridade do trânsito que permite uma legião de ignorantes, sem habilitação e sem noção de procedimentos pondo em risco a vida da forma mais banal, brutal e inconseqüente.
Mas, se a autoridade do trânsito não enxerga uma solução tão simples para um problema que toma proporções alarmantes, paciência! Burrice, burocracia e inapetência são as ações que norteiam os órgãos do trânsito, do serviço público. Os números são indefinidos sobre acidentes. Ninguém nem de leve tem a idéia de quantos acidentes de motos ocorrem por dia com mortes e ferimentos graves no Brasil, na Paraíba. Nós temos que atentar para o fato da desconfiança que causa um simples carona de um motoqueiro, que geralmente é quem executa o assassinato ou comanda o assalto nos engarrafamentos, nos semáforos e nas saídas de bancos. Entretanto, para promover o realinhamento dessa desorganização é necessário apenas desemperrar a vontade de fazer. É necessário que as autoridades atentem para o fato do cavalo já ter sido substituído pela moto nas pegadas de boi adentrando a jurema preta, o marmeleiro. Os motoqueiros precisam ter freios, precisam ter limites.
PS: NÃO VOTO EM CANDIDATO QUE DIZ TER FICHA LIMPA. TER HONRA E DIGNIDADE É DEVER DE TODO CIDADÃO E NÃO É NECESSÁRIO ALARDEAR. QUEM DIZ QUE TEM... TALVEZ NÃO TENHA!
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