Líder do PL classifica como ‘factóide’ plano para ‘enforcar’ Moraes

  • 4 de janeiro de 2024

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) publicou um texto no X, antigo Twitter, dizendo que a declaração do ministro do Supremo tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes sobre os manifestantes do 8 de janeiro que defendiam que ele fosse “preso e enforcado na Praça dos Três Poderes”, não passa de um “factóide”.

Em sua página no X Portinho escreveu: “O Ministro Supremo lança um factoide para chamar atenção e se faz de vítima sem revelar nada além – como lhe compete. Eles estão sempre em busca dos holofotes. Exatamente o contrário do q recomenda a Magistratura.”

“Amanhã nos pronunciaremos mais uma vez listando os diversos abusos daqueles que, a pretexto de defender a democracia (de um “golpi” sem armas ou liderança) a capturaram“, finalizou o senador.

O ex-deputado federal Deltan Dallagnol  também questionou as declarações do ministro do STF.

O ex-procurador da Lava Jato publicou também na rede social X dez questões que deveriam ser realizadas ao magistrado para esclarecer alguns pontos que ficaram no ar.

Declarações de Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que os manifestantes mais exaltados do 8 de janeiro defendiam que ele fosse “preso e enforcado na Praça dos Três Poderes”, conforme entrevista publicada pelo jornal O Globo nesta quinta-feira, 4.

O magistrado afirmou não ter ampliado sua segurança pessoal porque os autores das ameaças são “extremamente corajosos virtualmente e muito covardes pessoalmente”.

“Então, chegam muitas ameaças, principalmente contra minhas filhas, porque até nisso eles são misóginos. Preferem ameaçar as meninas e sempre com mensagens de cunho sexual. É um povo doente”, acrescentou.

Sobre as investigações, Moraes disse que elas apontam que os discursos nos quartéis onde os manifestantes estavam acampados já indicavam o que estava por vir em Brasília e criticou as autoridades do governo Bolsonaro por terem permitido os acampamentos.

“Nas investigações e nos interrogatórios de vários desses golpistas, temos que os discursos nos quartéis onde estavam acampados diziam que deveriam vir para Brasília. De vários financiadores, (a ordem era que) deveriam vir, invadir o Congresso e ficar até que houvesse uma GLO para que o Exército fosse retirá-los. E, então, eles tentariam convencer o Exército a aderir ao golpe. O que mostra o acerto em não se decretar a GLO, porque isso poderia gerar uma confusão maior, e sim a intervenção federal. Não que o Exército fosse aderir, pois em nenhum momento a instituição flertou (com a ideia). Em que pese alguns dos seus integrantes terem atuado, e todos eles estão sendo investigados”, afirmou o ministro do STF.

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