Amigo diz que Daniel Alves estava embriagado na noite do incidente

  • 6 de fevereiro de 2024

Bruno Brasil, amigo que estava com o jogador Daniel Alves na noite em que teria ocorrido o estupro, testemunhou no Tribunal Superior da Catalunha, em Barcelona.

No segundo dia de julgamento, Brasil afirmou que Alves estava embriagado na noite em questão.

De acordo com o depoimento de Bruno Brasil, eles consumiram uma garrafa de vinho, dois copos de uísque e quatro copos de gim tônica. Ele também explicou que os dois encontraram a denunciante e suas amigas na discoteca e dançaram juntos.

O que diz o amigo sobre a vítima

Quanto ao comportamento das mulheres, Bruno garantiu que elas aceitaram o convite imediatamente e dançaram com eles com química, mas respeitosamente. Segundo ele, a reclamante e suas amigas se divertiram muito durante a noite.

Bruno Brasil também afirmou que foi o garçom quem convidou as mulheres para a área reservada. Enquanto isso, as amigas e o garçom ficaram conversando até que Daniel Alves entrou na sala.

O amigo do jogador confirmou que Alves foi ao banheiro e que a denunciante entrou logo depois, deixando suas amigas do lado de fora. Ele também relatou que alguns minutos depois, Alves saiu do banheiro e começou a dançar com as garotas e com ele mesmo, enquanto conversava com a prima da denunciante.

Amigo sai em defesa de Daniel Alves

Após a partida das mulheres, Bruno Brasil e Daniel Alves permaneceram por mais algum tempo na sala privada da boate. Segundo Bruno, as amigas não pareciam preocupadas e estavam brincando. Ele afirmou que, quando a vítima saiu, não notou nenhuma marca em seu rosto. Mais tarde, decidiram ir embora por terem bebido demais.

Bruno Brasil alega que, ao deixarem a discoteca, o corredor estava muito escuro e ele não percebeu que a vítima estava chorando ao lado de um dos funcionários do local. Daniel Alves, segundo ele, não explicou o que havia acontecido no banheiro.

Depoimento do ex-jogador

O jogador deverá prestar depoimento nesta quarta-feira (7), último dia de julgamento. Ainda não se sabe qual será a linha de defesa adotada por Daniel Alves.

Funcionário de boate afirma que Daniel não estava agindo normalmente

De acordo com informações do jornal espanhol La Vanguardia, um dos funcionários da boate afirmou em depoimento que Daniel Alves não estava agindo normalmente naquela noite e que foi difícil convencer a vítima a denunciar o suposto abuso e ativar o protocolo de agressão.

Ainda durante o julgamento, está previsto que a esposa do lateral, Joana Sanz, seja ouvida em juízo.

O que diz o gerente da boate?

Segundo o gerente da boate Sutton, Daniel Alves não estava em seu estado normal naquela noite. O depoente afirmou que o jogador aparentava ter consumido álcool ou algum outro tipo de substância.

A defesa buscará convencer os magistrados de que Alves estava sob efeito do álcool e, portanto, não tinha controle sobre seus atos.

Testemunhas dizem que foram assediadas por Daniel Alves

Duas mulheres que testemunharam durante o julgamento do ex-jogador, nesta segunda-feira, 5, afirmaram que foram apalpadas por Daniel Alves, antes do estupro de que ele é acusado, em uma boate em Barcelona, em 2022.

Uma amiga e uma prima da vítima de estupro que apresentou as acusações contra Daniel Alves à Justiça estavam presentes na boate naquela noite e relataram ao tribunal que o jogador as convidou para a área VIP, onde ele se encontrava com um amigo.

Em depoimentos, as testemunhas afirmaram que Daniel Alves as apalpou e flertou com a autora da denúncia antes de descreverem o que teria ocorrido após o suposto estupro.

Relembre o caso

Daniel Alves, 40 anos, é acusado de abusar sexualmente de uma mulher na boate Sutton, em Barcelona. Segundo a denúncia, o crime teria acontecido na madrugada do dia 30 de dezembro de 2022, e desde 20 de janeiro de 2023, o ex-jogador encontra-se preso. A justiça espanhola tem negado todos os pedidos do brasileiro para responder ao processo em liberdade, alegando risco iminente de fuga do acusado para o Brasil.

O julgamento teve início nesta segunda-feira, 5. A acusação pede uma pena de 12 anos de prisão para Daniel Alves, enquanto a promotoria solicita 9 anos de prisão e mais 10 anos em liberdade condicional, além do pagamento de uma indenização no valor de 150 mil euros.

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