Técnico do Serra Branca E.C, Marcelinho Paraíba revela promessa não cumprida por Felipão

  • 5 de dezembro de 2022

Uma convocação para uma Copa do Mundo é algo almejado por todo jogador profissional de futebol, é o ápice na carreira de um atleta. Por outro lado, a frustração de não estar na lista final é sempre dolorosa. E quem conhece muito bem esse sentimento é o ex-meia Marcelinho Paraíba, que quase disputou o Mundial em 2002, na Coreia do Sul e no Japão, mas acabou ficando fora.

Mesmo passados 20 anos, o ex-jogador Marcelinho Paraíba não esquece o momento em que achou que seria convocado para a Copa de 20 anos atrás. Ele revelou que o técnico Luiz Felipe Scolari lhe prometeu a convocação para aquele Mundial, e não cumpriu. Mas, agora treinador de futebol, Marcelinho garante que não guarda mágoa de Felipão. Tanto que aconselhou seu conterrâneo, Matheus Cunha, que passou por situação semelhante ao ser convocado recorrentemente por Tite, mas ter sido preterido na última lista, ficando fora do Mundial no Catar.

Marcelinho Paraíba esteve nos últimos seis jogos das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002. Foi uma classificação difícil, que só veio na última rodada, na vitória por 3 a 0 contra a Venezuela. O ex-meia revelou que, após o jogo contra os venezuelanos, o técnico Felipão prometeu aos jogadores que todos estariam no Mundial, o que acabou não se concretizando.

— O Felipão até prometeu, não só eu, mas que todo aquele grupo que estava no jogo da classificação, contra a Vanezuela, onde a gente ganhou por 3 a 0, seria o grupo que iria para a Copa. Então fiquei tranquilo e confiante que estaria dentro da Copa de 2002. Na convocação final, fiquei surpreso em ver que o meu nome não estava — revelou Marcelinho.

Os meias convocados para a Copa do Mundo de 2002, quando a Seleção Brasileira conquistou o pentacampeonato, foram: Ricardinho, Ronaldinho Gaúcho, Denílson, Juninho Paulista e Kaká. Marcelinho confessou que ficou chateado, mas que hoje não guarda mágoa.

— Fiquei muito triste, chateado na época, mas não tenho mágoa, não tenho ressentimento. Lógico que fica a tristeza de não ter participado de nenhuma Copa, mas mágoa não. Sou muito grato pelas oportunidades que tive de vestir a camisa da Seleção Brasileira. Não é fácil, ainda mais por eu ser um nordestino. Poucos tiveram o privilégio de chegar à Seleção. Eu tive — disse.
Solidariedade a Matheus Cunha
Situação semelhante aconteceu neste ano, com um conterrâneo de Marcelinho Paraíba. O atacante Matheus Cunha passou a pintar sempre nas convocações da Seleção Brasileira após a excelente Olimpíada de Tóquio, onde veio a medalha de ouro para o Brasil, e era cogitado para estar no grupo que foi ao Catar. Entre Eliminatórias e amistosos, Cunha foi convocado oito vezes, mas na lista final do Mundial acabou ficando fora.

— O Matheus Cunha é um grande atacante e vinha sendo convocado. O conselho que dou é de não baixar a cabeça e não guardar mágoa. Continue focado em seu trabalho, dê seu melhor em seu clube. Ele é jovem, tem outras Copas pela frente, tenho certeza que ele será convocado na próxima, para realizar esse sonho de disputar uma Copa do Mundo — finalizou Marcelinho Paraíba.

Após a convocação e sem estar na lista, Matheus Cunha se pronunciou revelando tristeza, porém afirmou que está na torcida por seus colegas, na busca pelo hexacampeonato. O Brasil voltará a jogar nesta segunda-feira, às 16h, contra a Coreia do Sul, pelas oitavas de final da Copa no Catar.

 

VITRINE DO CARIRI

Com Globo Esporte

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