Everton Cebolinha divide méritos com colegas em golaço pelo Flamengo: “Verdadeira obra de arte”

  • 27 de fevereiro de 2024

Autor do golaço que fechou o placar de 2 a 0 contra o Fluminense no último domingo, Everton Cebolinha celebrou a participação de De la Cruz, Arrascaeta e Pedro na jogada que definiu a vitória para o Flamengo.

– Uma verdadeira obra de arte. Pela construção da jogada. Nico escapa de dois jogadores com facilidade muito grande, jogador de extrema qualidade. Pedro e Arrascaeta nesses toques de letra sem olhar, você vê a qualidade deles, são jogadores extremamente inteligentes. Fui muito feliz na finalização, por mais que não tenha ido aonde eu planejava, que era um chute mais cruzado, mas peguei bem na bola, foi bem forte e acabou dificultou para o Fábio.

O camisa 11 destacou que o fato de os atacantes e meias estarem perto uns dos outros em campo tem ajudado o Flamengo a combinar jogadas como a do golaço, algo que faz lembrar o melhor exibido pelo clube nos últimos anos.

– Professor Tite cobra bastante dos homens da frente a aproximação, porque são jogadores de uma técnica muito elevada. Quando tem esses toques curtos, dificulta muito para o adversário e faz lembrar, sim, aquele ano mágico de 2019. Que a gente possa repetir.

Sobre o jogo, Everton destacou o bom funcionamento da pressão alta exercida pelo Flamengo desde o início da partida.

– Foi muito importante. Todos sabem da característica do Fluminense, de como ele gostam de sair tocando desde trás. A gente se concentrou muito em encaixar a primeira pressão. Deu resultado o nosso treinamento. Estava muito calor, especialmente no primeiro tempo, mas a gente conseguiu controlar a partida.

Participação sem a bola no Fla-Flu

– Clássico é sempre muito difícil, você tem que ter muita paciência porque você vai trabalhar mais taticamente do que com a bola. Nesse jogo procurei manter a concentração para decidir da melhor maneira quando estivesse com a bola.

Importância de Tite para crescer

– Claro. No final do ano passado, tive um crescimento muito expressivo, principalmente depois da chegada dele. Foi quem me deu a sequência e a confiança necessárias que eu precisava. E nesse ano também, nos cobrando e ajudando.

Adaptação morosa ao Flamengo

– Cada jogador tem o seu tempo de maturação, tempo de adaptação. Creio que é muito pessoal de cada atleta. Mesmo nos momentos difíceis, procurei trabalhar, sabia que só dependia de mim. Tive a cabeça no lugar, procurei manter meu trabalho 100% focado porque eu sabia que tinha de agarrar a chance quando ela aparecesse.

Disputa por posição com Bruno Henrique

– É ídolo da nação de forma muito justa, tem uma história recente muito vitoriosa. Tenho máximo respeito por ele, é um excelente pessoa e excelente pessoa. Tem pontos fortes muito notáveis. Procuro estar sempre aprendendo porque é um cara em quem a gente se espelha.

Expectativa para 2024

– A preparação foi muito bem feita, e a gente espera estar comemorando no fim do ano todos os títulos que disputou.

Seleção

– Planejo sim. É objetivo pessoal meu, até mesmo pelo fato de eu já ter passado lá. Obviamente que isso credita ainda mais a minha possível convocação. Espero que, se não nessa, eu possa ser lembrado nas próximas convocações do professor Dorival.

O que achou dos clássicos e o que espera da sequência na competição?

– A gente planeja fechar com vitória essa primeira fase, obviamente com o título da Taça Guanabara, que é muito importante para a confiança do nosso grupo e para dar respaldo ao trabalho que está sendo feito. Os clássicos daqui do Rio são muito difíceis, fica a prova desses últimos dois, muito disputados e difíceis. A gente procurar estar muito concentrado, porque se estivermos concentrados como no último jogo, porque assim temos totais chances de sairmos campeões.

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